O pastor Heber de Campos Jr., da Igreja Presbiteriana de Limeira, deu orientações sobre como escolher o voto de acordo com a conduta cristã. Sem indicar candidatos, o líder evangélico destacou a importância de saber a dimensão das escolhas.

Durante uma palestra na Igreja Batista de Parquelândia, em Fortaleza (CE), Campos Jr. falou sobre como escolher um candidato de forma sábia, e destacou que por mais que um candidato não seja cristão, é importante analisar as bandeiras que ele defende. “É como achar alguém para casar, você não encontra todas as qualidades, você acha algumas e as outras a gente roga a Deus que dê”, ilustrou.

Comentando uma exposição feita por uma espectadora da palestra, o pastor destacou que “muita gente” tem o sentimento de que numa eleição, “nós acabamos escolhendo o menos pior”, uma vez que, assim como na política, votar é a “arte do possível”.

“Quando a gente vê grandes bandeiras que são ruins, a gente tem todo o direito de dizer ‘eu não voto nesse cara’. Porque as grandes bandeiras que ele balança eu não concordo”, orientou o pastor Heber de Campos Jr.

A grande insatisfação das pessoas em relação ao perfil dos candidatos a presidente e a governador leva muita gente a escolher uma opção legal, mas omissa: o voto em branco. Nesse contexto, o pastor Campos Jr. admoestou os fiéis a trocarem a comodidade da omissão por uma escolha que seja minimamente condizente com princípios e valores éticos.

“Tem gente que diz: ‘Não voto em ninguém, a coisa mais crente que tem votar em branco’. Mas votar em branco é não participar desse dever”, explicou. “Votar é parecido com fazer votos. Uma vez meu pai me deu uma lição, ele falou sobre a importância de fazer votos. Lembro que eu falei: ‘Se fazer voto é algo tão sério, eu acho que não vou fazer’. Ele me disse: ‘Filho, não fazer votos é não querer compromisso’. Votar em branco não é a saída”, ressaltou, fazendo referência à passagem bíblica de Eclesiastes 5.

“Eu acho que a gente precisa procurar aquele que a maior bandeira [se assemelha com nossos princípios]. […] ‘Eu não volto nesse cara, as grandes bandeiras que ele balança eu não concordo’. Temos que escolher os nossos candidatos baseado em um entendimento daquilo que é a sua grande bandeira”, pontuou.


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